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Endocrinologia
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O que acontece quando se toma corticoides em doses altas?

Corticosteroides
são anti-inflamatórios potentes. Exemplos: dexametasona, prednisona, prednisolona, hidrocortisona e os inalatórios:
beclometasona, fluticasona e budesonida.
Que tem diabetes: essas medicações podem provocar
uma descompensação da doença, porque interferem no metabolismo do açúcar,
levando à hiperglicemia.
Os corticosteroides aumentam a produção e o
armazenamento de açúcar no sangue pelo fígado. Há aumento na degradação de
proteínas, formando mais glicose para o corpo.
Com o aumento de glicose no sangue, há mais insulina
liberada pelo pâncreas.
Insulina aumentada: algumas células e músculos criam
resistência à ela.
No diabetes tipo 2, por exemplo, a resistência
periférica à ação da insulina e o aumento nos níveis de açúcar do sangue são os
principais fatores relacionados ao surgimento do diabetes e ao desenvolvimento
de complicações. Com o uso de corticoides há piora da diabetes.
Os
glicocorticoides:
- Alteram a
produção de gordura no corpo, com aumento da formação de gordura abdominal e
redução da gordura periférica.
- Agem diretamente no fígado: aumentam a produção
de triglicérides e levam à deposição de gordura no fígado (esteatose).
- Aumentam a retenção de sal e água e interferem na resistência dos vasos sanguíneos, provocando aumento da pressão arterial.
- Estimulam a quebra das proteínas e enfraquecem os
músculos,
- Estimulam a reabsorção do osso (osteoporose)
- Contribuem para o surgimento de catarata
O corpo produz o cortisol espontaneamente.
Ao se tomar esses remédios em altas doses: desregulam a produção do cortisol.
É como se nosso corpo entendesse que, por estar
recebendo glicocorticoides “de fora”, não precisa continuar produzindo por si mesmo.
Se a medicação for suspensa abruptamente, especialmente após o uso prolongado, pode ocorrer o que se chama de “insuficiência adrenal”, que é quando o corpo não recebe e nem produz mais esse hormônio vital.
Os sintomas dessa síndrome podem iniciar com dor abdominal, pressão baixa, náusea, vômitos, falta de apetite, sonolência e perda de peso.
Sempre tomar esses glicocorticoides conforme prescrição
médica.
Adoçantes
artificiais
Adoçantes são substâncias que conferem sabor doce aos alimentos. Edulcorantes são a matéria-prima dos adoçantes.
Edulcorantes podem ser classificados de acordo com sua origem: 1) natural ou artificial/sintético OU 2) pela presença de calorias (calóricos ou não calóricos).
Os edulcorantes naturais são obtidos a partir de plantas ou de alimentos de origem animal, Os edulcorantes artificiais/sintéticos são obtidos também de produtos naturais ou não, porém por meio de reações químicas.
Qual
é a substância mais recomendada para substituir o açúcar quando for necessário?
Tanto os adoçantes naturais (xilitol, eritritol e stevia), quanto os artificiais (sucralose,
aspartame, ciclamato de sódio). Todos são seguros para consumo dentro das
quantidades recomendadas!
Para
quem não é diabético:
-
Evitar líquidos e bebidas açucaradas
-
Dar preferência ao sabor natural dos alimentos e
-
Priorizar o consumo de alimentos in natura e minimamente processados.
Se
diabético:
- o uso de adoçantes beneficia o controle glicêmico pós-prandial, ao contrário do
açúcar simples/sacarose, especialmente em líquidos e bebidas em geral.
O QUE SÃO
HORMÔNIOS BIOIDÊNTICOS OU HORMÔNIOS NATURAIS?
São
substâncias hormonais que possuem exatamente a mesma estrutura
química e molecular encontrada nos hormônios produzidos no corpo humano.
Esta nomenclatura
está sendo utilizada, de modo impróprio, para hormônios manipulados, como se
fossem novas opções de tratamento, mas esses hormônios bioidênticos são
produzidos em indústrias farmacêuticas e estão disponíveis nas farmácias há
muito tempo.
Os hormônios são substâncias químicas naturais secretadas pelas glândulas do corpo e que controlam a maioria das funções e processos corporais, incluindo metabolismo, formação muscular, funções imunológicas e reprodução.
Os hormônios bioidênticos são sintetizados a partir de fontes vegetais e suas moléculas são idênticas aos dos hormônios produzidos no corpo humano.
Na terapia hormonal natural, o processo envolve o uso de hormônios produzidos pelo homem, sintetizados a partir de extratos vegetais.
Eles reagem com o corpo de maneira semelhante à maioria dos hormônios naturais, como estrogênio, testosterona e progesterona.
Esses hormônios vêm em diversas
formas, como comprimidos e injeções, e são 100% aprovados pela FDA.
Oftalmopatia de Graves
- doença autoimune que pode estar relacionada ao hipertireoidismo.
- há espessamento dos músculos oculares e acúmulo anormal de gordura na porção orbitária atrás dos olhos.
Órbita dos olhos:
- é uma caixa óssea que não se distende e isso provoca o deslocamento do globo ocular para fora.
- este deslocamento promove retração ou edema leve da pálpebra superior, levando à dor atrás dos olhos, lacrimejamento constante ou olhos secos.
- em casos mais graves apresenta: visão dupla, úlcera de córnea e grande rebaixamento da visão.
Diagnóstico
- exames: clínico, laboratorial e oftalmológico.
Tratamento:
- do Hipertireoidismo: para não haver o avanço da oftalmopatia.
- da Oftalmopatia, realizado conforme a intensidade:
. leve => antiinflamatórios e colírio
. moderada a grave => corticoterapia e radiação, se for necessária.
=> se não houver resposta: anticorpo monoclonal (porque é uma doença autoimune) ou cirurgia.
***Cada caso é um caso***.
Dra. Nise Aranovich - CRM-SP: 55585
Rua Itapeva, 518- CJ 1301 - Bela Vista - São Paulo, SP
F: (11) 5043-6373/ (11) 95090-5455
Site: nise-aranovich.com
Hipertireoidismo
A tireoide é uma glândula em formato de borboleta que fica na região do pescoço e mede cerca de 5 centímetros. Seu funcionamento repercute em todo o organismo e interfere no ritmo dos órgãos. A liberação dos hormônios ocorre a partir de um comando da hipófise, estrutura localizada no cérebro.
O hormônio T3 é produzido em menor quantidade e atua de fato no metabolismo.
O T4, fabricado em maior volume, é menos potente e, durante seu trajeto pelo corpo, acaba transformado em T3 para agir nas
células.
Com o aumento da quantidade de T3 e T4 na corrente
sanguínea, o hipertireoidismo provoca uma aceleração de todo o organismo. O
coração fica agitado e bate mais rápido, o que favorece episódios
de taquicardia.
Outra manifestação comum da doença é a exoftalmia,
uma alteração nos músculos da parte de trás dos olhos. Não se sabe ainda as
causas do problema, mas água e proteínas começam a se acumular no local. Esse volume extra empurra o globo ocular para
a frente: o olho fica saltado.
Com o metabolismo acelerado, quem sofre com a
disfunção tem um consumo de energia elevado. Para suprir essa constante demanda
por combustível, o corpo começa a se desfazer dos estoques de gordura no tecido
adiposo. O indivíduo emagrece bastante e de forma rápida.
Causas do Hipertireoidismo:
- Doença de Graves: é um distúrbio autoimune (o próprio sistema de defesa ataca a tireoide).
- Falta de iodo na dieta. Obs.: O iodo, por ser obrigatório no sal de cozinha, reduziu o número de casos provocados por sua deficiência.
Bócio: é um inchaço na altura da garganta, é uma das evidências da falha da tireoide e pode propiciar o hipertireoidismo. O inchaço evidente na região do pescoço é resultado de uma massa que comprime a traqueia e dificulta a respiração.
O quadro, que também está relacionado à falta de
iodo, pode ter origem em doenças autoimunes, tumores ou no uso de alguns
medicamentos.
Sinais e sintomas:
- Emagrecimento rápido e aparentemente sem motivo.
- Olhos saltados
- Taquicardia
- Perda de peso rápida
- Unhas frágeis e quebradiças
- Queda de cabelo
- Agitação
- Impaciência
- Depressão
Fatores de risco:
- Condição autoimune em mulheres acima
dos 40 anos
- Doença de Graves
- Nódulos na tireoide
- Uso irregular de medicamentos contra o hipotireoidismo
- Bócio
Prevenção:
O fator alimentar mais importante para a formação dos
hormônios T3 e T4 é a ingestão adequada de iodo. Para resguardar a tireoide,
são necessários 150 microgramas por dia.
O mineral aparece em boa quantidade no sal de
cozinha, em frutos do mar e em peixes como a cavala, o salmão, a pescada e o
bacalhau.
Diagnóstico:
- exames de laboratório para avaliar: T3 e T4 na circulação. Neste caso, os 2 hormônios estarão elevados.
- TSH (hormônio produzido pela hipófise e que incentiva o trabalho da tireoide): estará abaixo do normal.
Tratamento:
- Remédios de uso oral que bloqueiam a liberação exagerada
de hormônios pela tireoide.
Dependendo do estágio do hipertireoidismo, é possível
recorrer à cirurgia para retirar a tireoide ou realizar uma terapia com iodo
radioativo, que destrói parte da glândula.
Para controlar a exoftalmia, ou a projeção dos
olhos: deve ser acompanhado também pelo oftalmologista. Poderá haver prescrição de medicações orais, colírios, pomadas e até cirurgia ocular, conforme o caso.
Dra. Nise Aranovich - CRM-SP: 55585
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- é a diminuição da produção dos hormônios tireoidianos.
- doença com maior
ocorrência em mulheres e pode atingir qualquer faixa etária.
- principal causa:
=> doença de Hashimoto, onde o organismo produz auto anticorpos, que agridem e destroem a própria tireoide.
- outras causas:
=> exposição a irradiação,
=> cirurgias de retirada
da tireoide (câncer, bócio),
=> evolução tardia do
hipertireoidismo,
=> agenesia de tireoide
(ausência de tireoide ao nascimento),
=> uso de certos
medicamentos, como amiodarona (antiarrítmico) e lítio (utilizado em transtornos
do humor).
Sintomas:
- cansaço progressivo,
- sonolência excessiva,
- pele seca,
- intolerância a baixas
temperaturas,
- diminuição da memória,
- reflexos lentos,
- intestino preso,
- acúmulo de líquido
- ganho de peso
Diagnóstico:
- baixos níveis
da fração livre do hormônio T4 no exame de sangue (T4 livre) e elevação
compensatória do hormônio estimulador da tireoide (TSH), que é sintetizado pela
hipófise, em resposta a esta deficiência.
- presença de auto anticorpos (Anti-TPO/Anti-Tireoglobulina):
=> indica a doença de
Hashimoto na presença de baixos níveis hormonais (T4 e T4 livre)
=> com hormônios dentro
dos limites da normalidade: indicam
uma maior propensão ao desenvolvimento de hipotireoidismo no futuro e não
merecem tratamento.
Tratamento:
- requer a reposição por
ingestão oral de hormônio levotiroxina sódica, que é sintético.
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